AMERESP apoia os residentes do hospital municipal Antônio Giglio

Residentes de Osasco entraram em greve desde 05/08/2015. Os atuais Diretores da Associação de Médicos Residentes do Estado de São Paulo (AMERESP), por meio desta, tornam público o amplo apoio aos Residentes do Hospital Municipal Antônio Giglio, da Secretaria Municipal de Saúde de Osasco no tocante à recente mobilização e opção por uma paralisação, reivindicando o pagamento de suas bolsas de residência médica, que encontram-se atrasadas há três meses.

Os residentes do Hospital municipal Antônio Giglio/Central de Osasco (HMAG), ingressados via concurso público estadual (SUS), não recebem a bolsa residência há três meses. Esta bolsa é garantida por lei ao médico residente: sendo este essencial na manutenção das condições de estudo, deslocamento, alimentação e moradia, necessários para cumprir o programa de residência médica.

Assim, encontra-se em curso a paralisação dos serviços prestados e demais atividades, até que seja efetuado o pagamento dos soldos referentes aos últimos três meses ( Maio, Junho e Julho), segundo nos foi transmitido pelos próprios residentes.

A AMERESP acredita no trabalho sério realizado pelos Residentes que representa em todo Estado. Também acredita que a valorização da Classe Médica passe pela valorização do Médico Residente, por crer repousar nessa forma de treinamento o padrão-ouro de formação dos médicos do nosso país. Se deficiências em atividades básicas para o andamento do Programa de Residência Médica, como a realização de aulas, equipamentos, fármacos ou preceptoria não podem, nem devem ser vistos como algo passível de aceitação, muito menos será a falta de pagamentos, que reduzem a qualidade de vida do Médico Residente e o coloca em situação de risco quanto a própria manutenção da vida.

Finalmente, enquanto entidade representante dos Residentes do Estado de São Paulo, colocamo-nos a disposição dos colegas para assessorias jurídicas ou discussão de assuntos pertinentes à paralisação. Não havendo pendências a serem resolvidas com a Secretaria Estadual, esperamos, sinceramente, que a Secretaria Municipal de Saúde e suas autoridades responsáveis, corrijam estes desvios e não tardem a atuar como se espera. Fazemos votos de que tudo se resolva o mais breve possível! Em prol do SUS, da Residência médica, mas sobretudo do paciente, que facilmente se torna o maior prejudicado nesses episódios.

São os sinceros votos dessa direção.

São Paulo, 09 de Agosto de 2015.

DIEGO F. A. GARCIA

Presidente da Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (AMERESP)

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